Lucro do FGTS: quem tem direito e como sacar em 2025

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Milhões de trabalhadores brasileiros receberam um valor extra em suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal concluiu na última segunda-feira, 28 de julho de 2025, os repasses referentes à distribuição dos lucros do fundo obtidos no ano de 2024. Ao todo, foram destinados R$ 12,9 bilhões a aproximadamente 134 milhões de pessoas em todo o país.

O crédito é automático, mas nem todos os trabalhadores têm acesso imediato ao valor. Têm direito à distribuição os trabalhadores que possuíam saldo em contas ativas ou inativas do FGTS até o dia 31 de dezembro de 2024. O valor recebido varia conforme o saldo disponível na conta no fim do ano passado, quanto maior o saldo, maior a participação no lucro.

O FGTS é formado por depósitos mensais feitos pelos empregadores em nome dos trabalhadores com carteira assinada. Esses recursos são administrados pela Caixa, que os utiliza em financiamentos de habitação, saneamento e infraestrutura. Com esses investimentos, o fundo gera lucro, e parte desse resultado deve ser repassada aos trabalhadores, conforme previsto em lei.

Aprovada pelo Conselho Curador

A distribuição dos lucros é aprovada anualmente pelo Conselho Curador do FGTS, que em 2025 autorizou o repasse de cerca de 99% do lucro líquido obtido em 2024. Embora esse valor melhore o rendimento total do FGTS, ele não substitui a remuneração base garantida por lei, que continua sendo de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR).

Mesmo com o crédito já realizado nas contas dos trabalhadores, o saque só pode ser feito em situações previstas na legislação, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves, falecimento do titular, ou por meio da modalidade opcional do saque-aniversário.

A consulta ao valor creditado pode ser feita pelo aplicativo FGTS, pelo site da Caixa ou diretamente nas agências bancárias.

A distribuição dos lucros é uma forma de garantir maior rentabilidade aos recursos dos trabalhadores, mas também evidencia a importância de se discutir mecanismos que protejam ainda mais o poder de compra desses valores ao longo do tempo.

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